segunda-feira, 6 de abril de 2020

Peço desculpa.

Peço desculpa.

Falhei e peço desculpa.
Prometi e não fui capaz de cumprir
Mas joelhos no chão vos digo
Que o dia de me redimir está para vir

Farei tudo ao meu alcance
Não vou poupar esforços
Para vos dar o que merecem
Nem que eu fique só com os destroços

Vocês são os melhores companheiros
Que alguém pode ter numa viagem
Do difícil fazem tudo mais fácil
Encaram os problemas com muita coragem

Não podia Eu ter mais sorte
De ter a vossa atenção
Nem que seja por alguns minutos
Quando vos falo palavras que saiem do meu coração

Dos fracos não reza a história
De vós e por vós vou escrever
Para que fique registado para sempre
Sois lendas que não vou nunca esquecer

Levantem bem as cabeças
Saibam o orgulho que tenho por vós
Unidos seremos sempre mais fortes
Juntos nunca ficaremos sós

Espero que me perdoem
Por não ter feito o que prometi
Não foi por esforço meu
Mas ainda não me rendi

Serei como sempre fui
Mas acima de tudo serei vosso
Para vos amparar nas quedas
Por futuro comum muito nosso

Mais ninguém me vai entender
Não faço disso grande questão
Hoje estou de joelho na terra
Mas não estou de completo no chão.

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.


Amo(-te)

Amo(-te) porque não sei amar.
Choro porque não sei chorar
E sou apenas eu. Eu sei!
Mas é o que tenho para (te) dar.
Urge o tempo
Em que em mim passa devagar
São horas sem te ver
São dias sem te beijar.
É tão pouco e tanto
O que (te) quero dizer.
Que as palavras me queimam o peito
E o coração dispara a escrever.
Não é falta de coragem
A que me faltou um dia
É clara a mensagem
Que boca antes não proferia.
É simplesmente amor.
Não o consigo disfarçar.
E digo(-to) sem pudor.
Porque o coração pede para (te) amar.
Há tantos tipos de amor
E tanta gente a precisar.
Muitos submersos na dor.
Que só o amor é capaz de curar.
Precisei de tanto tempo.
Para o poder admitir.
E é tamanho o sentimento
Que contigo quero dividir.
É simplesmente amor.
Não necessita de justificação.
Bate-me o coração com fervor
Bate coração sem condição.
O amor não é exigente.
O amor apenas precisa de ser.
É o único que não mente.
E ao tornar-me assim tão transparente.
Sem medo do que possa parecer.
Porque dizes que (te) posso amar.
Mas amar(-te) - ia de qualquer forma.
Porque sinto que estou a mudar.
E é o amor que me tranforma.
E nesta minha transição
De menina para mulher
Em que não tenho vergonha de ser
Nem necessidade de me esconder.
Por isso uso a palavra
Sabendo o que ela significa
Porque o amor não me tona escrava
Liberta a palavra aprisionada.
Tantas vezes pensada
E que hoje deixo aqui escrita.
É um amor que (te) tenho
É paixão o que (por ti) sinto
E se o digo sem receio
É porque sabes que não minto.
Poderia continuar a escrever
A dizer o me vai na alma
Mas a idade pede calma.
O coração não tem pressa
E por incrível que pareça
A mensagem é clara.
Amo(-te) simplesmente porque sim.
E já o sabes por mim.
Já to mostrei o que o coração sente.
Em caso de dúvida lê novamente.
E sim eu sei que estou desarmada.
Mas não estou a pedir nada.
Apenas a ser sincera e transparente.
Porque me disseste sempre
Que precisava de o ser.
Sem necessidade de me esconder.
De ti sei que não tenho que me proteger.
E o coração de pedra que um dia me chamaste
É agora de manteiga.
E digo-o sem pudor.
Apenas encho o meu coração de amor.
E sei que dás valor à honestidade.
Então aqui fica o meu peito aberto.
Decerto sabes a dificuldade que é escrever este poema.
Não pelo tema. Mas porque esta pequena menina está-se a transformar.
Como o cisne encantado. Aqui fica explicado.
O significado do verbo amar.
Amo(-te)

P. S - não sei porque choro eu. Não é decerto tristeza. É porque estou a dar o que é meu. Com tranquilidade, com serenidade e com a certeza de que as palavras não serão mal interpretadas. Ou contra mim como armas usadas. Porque sei que ao abrir meu coração, encontro do outro lado um ser cheio de compreensão. E que sabe que o que digo tem apenas um significado. Amar não é pecado.

Miss Paty 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

Baralhado

#Drummer

Estou tão irritado, deveras baralhado
Que não sei quem possa culpar
Talvez ninguém em concreto
Nem quero o meu dedo apontar

Na minha cabeça existe um turbilhão
De ideias, de vontades 
De tanta coisa que quero fazer
Mas não posso e não tenho forma, de solucionar os meus pendentes

Levanta a cabeça, o sol já sai
Para mais um dia de desafios 
Para que a minha maneira 
Tente ajudar, como posso os demais 

Não posso mostrar fraqueza 
Muito menos as confusões 
Que passeiam na minha cabeça 
Que me trazem muitas desilusões 

Tenho que ser o mais forte
Aquele que tem todas as respostas 
A todas as perguntas diretas e indiretas
Aos desafios mais complexos, não posso nunca, virar as costas

Acordo no sofá.
Mas porque raio aqui dormi?
O corpo não agradece
Sinto muita falta de ti

Por mais que me afaste 
És tu que quero junto de mim
És a minha força e coragem 
És tu que mostras que o meu saber nunca terá um fim

Perdoa-me a distância 
Perdoa-me a insegurança 
Sem teu beijo não tenho vontade 
Perco em tudo a residual esperança 

És o meu pilar 
É em ti que me sustento 
É da minha cabeça que saem ideias
Mas é sempre em ti que eu penso 

Ajudas-me a salvar o mundo? 
Juntos não há nada que não possamos fazer
Só preciso dos teus carinhos e atenção 
O resto deixa para eu pensar e entender

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

domingo, 5 de abril de 2020

O que queres de mim?

#Drummer

Porque me ligas tão tarde? 
para me tirar o sossego?
Não vês que me feriste? 
Das tuas palavras passei a ter medo. 

Usaste-me enquanto te deixei
Fizeste-me promessas para toda a vida
Mas rápido te esqueceste de todas
No meu peito abriste uma grande ferida

Mas que me queres tu?
Que mais tens para me dizer?
Será que queres perdão? 
Ou não tens quem te consiga entender? 

Agora é tarde demais
Não vou voltar para trás 
Fica com os teus problemas 
O que me fizeste não se faz 

Ainda me lembro de ti
Dos bons momentos a dois
Não compensam de forma alguma 
As tuas atitudes pouco depois 

Rápido te esqueceste
Com meu próprio corpo te protegi
Das flechas que me atingiram
Que não eram para mim, eram para ti

Agarrei-te no precipício
Dei-te o que querias e não tinhas
Atenção e muito respeito
Te afaguei a dor com carícias 

Fica no teu espaço 
Não te quero mais falar
Deixa-me curar minhas feridas
Não me voltas a fazer chorar 

Porque um homem também chora
Também tem sentimentos 
Nada que o tempo não cure
Lentamente apaziguo os meus pensamentos 

Gostava de voltar no tempo
Antes de me agredires 
O tempo não volta atrás 
Só te peço para tua vida seguires 

Não te desejo tristezas 
Só quero que sejas muito feliz 
Só não te quero comigo 
Pois não sei ao certo o que mal te fiz

Acusas-me do teu mal-estar 
Sou culpado da tua doença 
O nosso passado foi comprido 
Viver contigo no presente não compensa 

Com beijos me despeço de ti
Com lágrimas te viro as costas
Fica bem longe de mim
Agarra-te a quem mais gostas

Agora deixa-me ir
Larga a minha mão 
Fica a nossa história 
Em forma de amizade e paixão 

Porque os amigos também se amam
E a ti amei sem condição 
Não me deste o devido valor 
E por isso não te posso dar meu perdão 

Adeus, sê feliz longe de mim.

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Desejo-te

#Drummer

Acordei com aquele desejo
De te sentir, de te beijar
Nos teus recantos mais íntimos
Que me indicas com o teu olhar

Vou-te dar o que me pedes
Vou-te deixar louca de prazer
Beijar o teu corpo nu
Navegar no teu verdadeiro querer

Sussurra-me ao ouvido
Diz-me o que queres de mim
Sou teu e de mais ninguém 
Adoro os teus gemidos sem fim

A cada toque meu no teu corpo
Vejo teu rosto de prazer 
reages não te controlas e contorces
Mas é mesmo assim que tem que ser

Viro-te de costas para mim
Quero sentir teus movimentos 
De vontades que me enlouquecem
Que me elevam os pensamentos 

Com tuas pernas me envolves
Me convidas a entrar 
Não vou negar teu pedido 
Suavemente te vou penetrar

Tão bom quando ficamos unidos
Não há melhor sensação 
Nos encontramos nos beijos
Nos perdemos de tanta paixão 

Numa dança de dois corpos juntos
Muito suados de puro prazer 
Vou-te perguntar ou ouvido
Quantos orgasmos te posso conceder? 

Não me contento com pouco
Sim gosto de deixar bem molhada 
Se preciso for volto ao início 
Só para te deixar mais excitada

Nossos corpos fazem música 
Movimentos dignos de arte sem fim
Agora que já não consegues parar 
Por favor vens-te para mim?

Mas deixa-me ver o teu rosto 
Os teus olhos quero ver aquele brilhar 
De desejo e de prazer 
Que não vais conseguir mais controlar 

Agora vem para cima de mim
Faz-me o que te dá mais vontade 
Estou quase no ponto que me queres
Vou-te fazer sentir-me de verdade

Com teus movimentos me deixas louco
Com os lábios suavemente me tocas 
Com tuas mãos agarras os cabelos
E assim um orgasmo me provocas 

E então? Vamos f*der?

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Se desmoronares eu estou aqui

Há dias em que vais desmoronar. De tanto que tentaste, de tão forte que foste. Vai-te apetecer desistir. Sentes que te estás a afundar.
Não vês na vida um sentido. Não vês no túnel uma luz. Sentes que andas perdido. E só a escuridão te seduz.
Sentes que vais explodir. E ninguém vai entender os teus porquês. Ou então vais implodir, porque ninguém vê o que tu vês.
Todos que passam por ti, aos teus sentimentos parecem alheios. São cada vez menos os que se interessam e os outros são interesseiros.
Não sabes que direção tomar. Não sabes para onde ir. Nada parece certo. Só te apetece fugir.
Queres fugir para o teu mundo, onde ninguém te pode magoar. Ergues muros, vestes armaduras. Sorris para não chorar.
Ninguém te vê. Ninguém te ouve. São imunes à tua dor. Sentes-te só, sentes-te triste. Sentes-te um perdedor.
Há dias assim. Não há muito como o evitar. Ouve o que te digo, confia em mim. Estou aqui para te ajudar.
Para te mostrar que a luz existe. Basta que a deixes entrar. E que por muito que o mundo te falhe, não deixes de acreditar.
Acredita em ti. Acredita no teu valor. E se hoje não conseguires, amanhã vai ser melhor.
Nesta luta que é a vida, ninguém é melhor que ninguém. No final todos morremos. Eu, tu e os outros também.
Não estamos aqui para competir. Embora muita gente não o entenda. Mas sim para partilhar e sentir. Para seguirmos a nossa senda.
Não deixes que ninguém te diminua. Te faça duvidar da tua essência. Luta, segue caminho. És do mundo. Faz dele a tua residência.
Ah! E se mesmo assim, não te compreenderem, sorri, acena. E finge demência. 

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

Minha Lisboa amada

A nossa avenida está deserta. Lisboa está tão abandonada. Uma cidade outrora desperta, descansa agora sossegada.
Os poucos que saem à rua. Têm um triste olhar. Sobre esta cidade tão nua, onde tudo teve que parar.
Lisboa, minha Linda Lisboa. Sobre quem escreveram poemas. Minha, tua e de Pessoa. Descansa em paz, não temas.
Cidade das sete colinas. E de miradouros tão belos. Do alto sobre o qual te inclinas. E nos vês a todos singelos.
Não te sintas abandonada. O sol também nasce para ti. Minha Lisboa amada. Cidade onde nasci.
Brilha, Lisboa brilha. Mostra-nos a todos quem és. Cidade outrora maravilha. Deserta de lés a lés.
Hoje temos que nos recolher. Não temos outra opção. Mas o sol continua a nascer e a aquecer nosso coração.
Melhores dias virão nesa cidade encantada. Os sinos tocam, os pássaros voltarão. Por ora descansa Lisboa amada.

Miss Paty 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...