domingo, 5 de abril de 2020

Medo de perder

Quantas coisas perdemos com medo de perder? Acabei de ler esta frase que me deixou a pensar.
O que nos define? O que somos? O que possuímos? Existe alguma coisa que seja realmente nossa? Se até o tempo nos é emprestado.
Passamos demasiado tempo a pensar. Se é certo, se é errado. Se devemos. Se afinal não devemos. São demasiados "ses". É demasiado tempo investido a pensar neles e a fazer... Nada!
Pois é! Enquanto tentamos racionalizar tudo, colocar um peso e uma medida, divididos entre o que é certo e o que nos é permitido, a vida lá fora acontece.
Já vos disse que o tempo nos é emprestado? Já? Acrescento ainda que ele não espera por ninguém. Não espera pelas nossas decisões que teimam em tardar e tão pouco pelas nossas indecisões.
Perdemos tanto tempo a pensar que nos sobra muito pouco para viver.
Na vida, as certezas são poucas. Nascemos condenados à morte e o tempo não é nosso aliado. É carrasco e juiz. E no dia que a ampulheta se esgotar? Teremos vivido ou ficado pelo pensamento daquilo que gostaríamos de ter feito, mas não fizemos.
Por medo! Medo de sair da nossa zona de conforto. Medo do que os outros iriam pensar. Medo dos nossos próprios pensamentos. Ou sentimentos.
Medo da entrega desmesurada. Medo de sentir o sangue a pulsar-nos nas veias. Medo de perdermos a compostura e sermos quem queremos ser!
Medo. Medo. Medo. O medo não impede a morte, sabem? Mas sem dúvida que impede a vida. Que nos impede de viver.
Eu não quero ter mais medo. Não quero adiar a vida. Pode ser que amanhã seja tarde. Pode ser que o meu tempo se esgote e que seja reduzida a nada. Pode. Mas antes de ser nada, quero ser tudo. Quero sentir tudo. Quero dar. Dar de mim. Nada mais tenho para oferecer que não eu. Se será pouco para uns, paciência. Será suficiente para o que importa. Para quem (me) importa.
E aqui estou eu. A abrir o meu coração. As portas do meu mundo. Entras?

Miss Paty

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