domingo, 5 de abril de 2020

Devemos amar todos.

Dizem que devemos amar todos. Mesmo os que não merecem o nosso amor, pois são esses os que mais precisam. O problema é que o amor, por vezes, transforma-se em dor.
Acredito que não exista limite para o amor que um coração consegue dar. Porém o coração também se desgasta. Cada vez que um coração é ferido, a cicatriz fica lá. Marcada a ferro. Podemos remendar, colar um coração partido. Mas jamais apagar a marca que lá fica.
O amor não dói, mas sofre. Sofre por quem ama. Sofre por ausências, por saudades. Não é que seja necessariamente mau. Pois o coração é inteligente para saber o que lhe faz bem e quem lhe faz bem.
Mas com tudo isto, o coração como músculo que é, expande quando é amado, quando está carregado de amor. Quando maltratado encolhe. Torna-se pequenino. Torna-nos pequeninos.
Acredito que cada um é do tamanho da grandeza do seu coração. E também que cada um dá o que tem dentro de si.
E por isso, tento dar sempre o meu melhor. Se me resolvem dar o seu pior é lá com eles. Não meço os meus valores pela régua dos outros.
Mas é aqui que sou mais seletiva. Passo a escolher dar amor a quem amor me dá. Não maltrato quem não o faz. Mas reservo-me ao direito de não querer essa pessoa na minha vida.
Porque o meu coração não é um brinquedo. Não o posso entregar a quem não sabe fazer com ele.
E se não me dão motivos para ficar, não deixa de ser um excelente motivo para partir.
Amo sem condição. Perdoo (até) quem não o possa merecer. Mas não esqueço. Tanto quem bem me faz, como quem mal me fez.

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...