Dizem que devemos amar todos. Mesmo os que não merecem o nosso amor, pois são esses os que mais precisam. O problema é que o amor, por vezes, transforma-se em dor.Acredito que não exista limite para o amor que um coração consegue dar. Porém o coração também se desgasta. Cada vez que um coração é ferido, a cicatriz fica lá. Marcada a ferro. Podemos remendar, colar um coração partido. Mas jamais apagar a marca que lá fica.
O amor não dói, mas sofre. Sofre por quem ama. Sofre por ausências, por saudades. Não é que seja necessariamente mau. Pois o coração é inteligente para saber o que lhe faz bem e quem lhe faz bem.
Mas com tudo isto, o coração como músculo que é, expande quando é amado, quando está carregado de amor. Quando maltratado encolhe. Torna-se pequenino. Torna-nos pequeninos.
Acredito que cada um é do tamanho da grandeza do seu coração. E também que cada um dá o que tem dentro de si.
E por isso, tento dar sempre o meu melhor. Se me resolvem dar o seu pior é lá com eles. Não meço os meus valores pela régua dos outros.
Mas é aqui que sou mais seletiva. Passo a escolher dar amor a quem amor me dá. Não maltrato quem não o faz. Mas reservo-me ao direito de não querer essa pessoa na minha vida.
Porque o meu coração não é um brinquedo. Não o posso entregar a quem não sabe fazer com ele.
E se não me dão motivos para ficar, não deixa de ser um excelente motivo para partir.
Amo sem condição. Perdoo (até) quem não o possa merecer. Mas não esqueço. Tanto quem bem me faz, como quem mal me fez.
Miss Paty
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