quarta-feira, 8 de abril de 2020

Gulosa pela vida

A gula é pecado, eu sei. E confesso-me pecadora. Sou gulosa pela vida, pelos pequenos (grandes) prazeres que ela me oferece. Aventuro-me nos perigos de viver, de ser e de sentir tudo aquilo que à minha mente desperte o interesse.
Dispo, sem qualquer pudor, a alma e coloco-a na palma da mão a quem me saiba sentir. Sem medo, sem preconceito, sem receio de na minha nudez encontrar mais loucura do que razão. Mais sentimento do que assertividade. Tanto de mim, que pode assustar.
Percorro os caminhos incertos do desejo e vontade de ser livre. De nesta minha liberdade me render ao que me encanta. Ao que me fascina. Ao que me desperta um fogo adormecido que aceito como meu. Que me incendeia, que me eletriza, que me satisfaz.
Não há nada de santo em mim. Há, no entanto, uma pureza de sensações e sentimentos, que só quem olha para lá do preconceito, do policitamente correto, consegue ver. Consegue sentir.
E se a minha gula é pecado aos olhos dos que me vêem tão livre, a inveja dos que me julgam, também o é.

Miss Paty 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...