quarta-feira, 8 de abril de 2020

Um convite irrecusável

Convidei-te para jantar...recusaste mas no fim lá aceitaste.
Acho que tinhas medo de não te conter e ceder aos teus desejos...
Eu mesma ia cozinhar um prato a teu pedido, prato esse que também era um desejo teu por satisfazer. Ficaste com a responsabilidade de trazer o vinho que só teria que ser branco, esse era o meu desejo. Melhor dizendo,o meu desejo eras tu!
Eu, organizada que sou, adiantei tudo bem cedo para ficar livre quando chegasses, livre para ti... livre para nós.
Ficaste de chegar às oito da noite mas chegaste meia hora mais cedo.
Tinha acabado de tomar um duche, ainda nem sequer me tinha vestido...enfio a lingerie mais sexy que tinha,preta rendada e o perfume diabólico, como gosto de lhe chamar.
Abano a cabeça para dar um jeito ao cabelo e para não te deixar à porta impaciente, visto o que me vem à mão.
Um vestido fluído preto florido,sem fechos nem botões e ombros descaídos.
Mesmo descalça abro-te a porta... já o perfume me tinha chegado aos " sensores cerebrais" e o efeito já era notório!
Lá estavas tu em frente à porta, olhos brilhantes, garrafa na mão...
Dás-me a garrafa que pouso no chão e logo a seguir pego-te na mão, puxo-te para dentro e encosto-te à porta que fechei com o pé...ficas sem reação.
Não me julgavas capaz...
Louca por ti, olhei-te nos olhos,a armadura caiu e deste-me um beijo.
Um beijo tão louco que logo ali o vestido caiu.
Conseguia perceber em ti a vontade louca que tinhas de saciar o teu e o meu desejo. Mordi-te a orelha, beijei-te o pescoço... arranquei-te a camisa,deixei-te maluco...
O sítio mais próximo era a mesa que ainda não estava posta, deitaste-me nela...deixaste-me exposta.
Louco de desejo, me beijas o corpo, começas pela barriga e sobes até as minhas mamas.
Ligeiramente passas a língua nos mamilos, e num beijo doce os envolves.
O meu desejo aumenta ao mesmo ritmo que nossas ancas se movem, como se uma dança se tratasse.
Com um beijo me fazes abrir as portas, para que possas entrar.
Desaperto tuas calças, num convite desavergonhado, para me possuíres, ali mesmo em cima da mesa.
Com a mão inclinas-me para trás, e me olhos com um brilho nos olhos como munca vi.
Com a outra mão acaricias as minhas partes mais íntimas, e me deixas completamente molhada, gemo de prazer e peço mais.
Pedes que te beije e enquanto me levanto e te concedo beijos longos, intercalados pela respiração descontrolada, penetras-me.
Qual sensação de invasão tão boa, o imaginável, não supera o real.
Dentro de mim sinto-te bem duro, o tempo para, ficamos so os dois e o momento.
Como fazes tu isso? Pergunto gemendo de prazer.
Esses teus movimentos que me estão a deixar toda a tremer, e ao mesmo tempo, não quero que pares.
Faz-me vir. Sussurro-te ao ouvido, enquanto te passo a língua no pescoço, para te arrepiar.
Erro meu, mas delicioso erro, mais forte e mais firme me penetras, e sem que possa sequer pensar no que estou a sentir, te dou um orgasmo, envolvido de gemidos e pequenos berros, em que chamo o teu nome.
É puro prazer, quero repetir, não sei como fazes, mas faz-me vir outra vez.
Desta vez deito-te no chão, irei ser eu a fazer-te deslizar dentro de mim. 
Enquanto te amarro com as minhas pernas envoltas em ti, contigo dentro de mim, mais vou disfrutar dos teus lindos lábios, esses que tanto imaginei eu beijar. 
Agora não vou parar enquanto não te sentir a explodir dentro de mim, e será nesse momento que vou vir outra vez. 
O meu corpo esfrego em ti, sinto o teu coração disparar, e não paro, vou-te usar e abusar, até ambos nos saciar. 
Pedes-me para ir mais fundo e mais forte, que me queres sentir ainda mais, claro que te concedo o pedido, agarrando as tuas mãos, e mostrando-lhe o caminho mas minhas mamas, que quero que suavemente apertes, como forma de auxílio para mais um orgasmo, desta vez simultâneo. 
Quero-te. Quero-te sentir a vir dentro de mim. 
Com um gesto de cabeça, me fazes o sinal de que está na hora, no momento certo. 
No auge de tão grande loucura de prazer indiscritível. nos vimos os dois. 
Molhados, suados, de prazer. 
Beijo o teu peito onde descanso e recupero o meu fôlego, mas não te deixo sair de dentro de mim, porque ainda estou a terminar o meu consolo. 
Deixar que o meu corpo descarregue, e tenha todas as reações, que nunca tinha imaginado. 
Foi bom. Foi muito bom. 
Dás-me mais, ou queres jantar primeiro?

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