domingo, 5 de abril de 2020

David e Golias!

É muito cansativo quando a cada passo que damos em frente, existe sempre alguém que nos tenta puxar para trás.
Não sou de me lamentar dos meus fracassos, muito menos de me render aos mesmos.
Mas quando uma batalha está perdida, temos que pensar se ainda podemos ganhar a guerra.
Existem seres que surgem na nossa vida, para nos ajudar, nos dar alento, nos apoiar e nos mostrar o que de verdadeiro e puro temos dentro de nós.
Para acima de tudo nos mostrarem que não somos apenas mais um.
Por outro lado, existem os outros, espécie de vírus, que existem para nos baixarem as defesas, nos põem doentes, são capazes das piores jogadas psicológicas, para nos derrubarem e nos fazerem sentir que estamos errados.
Mas se fazemos com vontade, carinho, dedicação total, o que pode estar errado nisso?
Construímos com nossas próprias mãos projetos, verdadeiros projetos de vida, pelo caminho contagiando uns quantos, que sem qualquer medo do desafio, arregaçam as mangas e sujam as mãos, porque contam com a nossa atitude que admiram pelo exemplo e pela paixão.
Serei eu um líder? Pois serei ou não!
Os líderes não se desmotivam, não baixam a guarda, acima de tudo estão sempre na frente da batalha.
Os líderes não fracassam, não falham com os seus guerreiros, acima de tudo, não deixam nunca nenhum para trás.
Mas é esse o meu sentimento, falhei.
É a verdadeira luta do David e do Golias, só que desta vez o Golias ganhou.
Venceu-me pelo cansaço.
Não me reconheço, estou derrotado, depois de tanto esforço para construir um castelo muito bem alicerçado, vem alguém que num só acto me deixa de joelhos em ferida.
Irei eu me levantar outra vez?
Nem eu sei se tenho vontade.
Porque cada dia que passa em que faço esforço desumano, para manter os meus comigo, tenho quem de tudo faça para me despedaçar, por uma causa que não encontro explicação em lugar algum.
Recorro aos meus conselheiros, ouço muito atentamente o que me dizem, tenho a decisão nas minhas mãos.

Vamos todos ao tapete ou me levanto-me de espada na mão.
Hoje não quero guerras, não quero ter mais razão.
Quero ficar pela paz desta luta sem compaixão.

Vou descansar só um pouco
Prometo que não vou adormecer
Tentarei vir ainda mais forte
Não irei deixar o Golias vencer

Por muito que queira ficar
Não posso, tenho que ir e lutar
Pelos que me acompanham
Pelos que ajudaram a sonhar

Agora e sempre serei eu por vós.

Drummer

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