
Não me apetece mais escrever
Estou deveras revoltado
Quando falo de coisas sérias
Viras a cara para o outro lado
Gostas de poemas giros
Que dá para tirar ideias de bonitas
Ou para mostrar aos amigos
Como estás culto com as palavras que vomitas
Olha para o que te alerto
Não olhes só para o que é bonito
Vamos chegar a pontos
Que vais pensar muito no que te tenho escrito
Escrevo em forma de poema
Só mesmo para me desafiar
Se consigo de esta forma
A tua atenção captar
Vamos entrar numa falência técnica
Em que muitos coitados não se vão aguentar
Vamos pagar do nosso bolso
Para quem em dinheiro já está a nadar
Lay off, o caralho meus amigos
Não sei como nos vamos aguentar
Depois de esvaziar os cofres
De quem os encheu com o povo a trabalhar
Não tenho pena de quem não tem
Das empresas que gastaram só por sua fé
Já é velho o ditado
Saco vazio não se aguenta de pé
Mas se aguentaram
Durante todos estes anos passados
Foi porque tiveram muito lucro
Agora dizem que não tem para pagar funcionários
Jogadas financeiras
De gente sem escrúpulos
Que tem suas contas recheadas
E nunca dividiram os lucros
Pedem para apertar o cinto
Reduzir no trabalho do pessoal
Mas quem trata das vossas empresas
Que vos dá o dinheiro a ganhar afinal
Vamos sacrificar os mais pequenos
Para sustentar quem muito já tem
Não concordo nem um segundo
Com quem não se preparou para o que aí vem
Abram mão de ser estúpidos
Não afundem o barco que já está cheio
De despesas para quem realmente precisa
Não bebam de um copo que já está a meio
Com o país de quarentena
As empresas não param de produzir
Não reagimos a tempo
Para os números desta desgraça reduzir
Valores falam mais alto
Os valores da economia
Não podemos parar por uma causa
Que é esta atual pandemia
Nossas vidas pouco valem
Vale mais o trabalho que temos
Não entendo este conceito
Que nos pedem para trabalhar e não podemos
Só nos pedem resultados
E rezam para que sejam bem reduzidos
Para poder dispensar os coitados
Que se esforçam e não olharam aos perigos
Todos os dias se esforçam
Fazem das tripas coração
Para aguentar os seus postos
Nas empresas onde estão
Dá vontade de virar costas
De os deixar a trabalhar sozinhos
Para ver se dão valor
A quem lhes constrói o futuro e também o dos seus filhos
Apresentem-me mil problemas
Tentarei arranjar outras tantas soluções
Não me arranjem desculpas
Para pessoas que só se metem em confusões
Por isso vos digo de coração
Lay off, isso é que não.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
Estou deveras revoltado
Quando falo de coisas sérias
Viras a cara para o outro lado
Gostas de poemas giros
Que dá para tirar ideias de bonitas
Ou para mostrar aos amigos
Como estás culto com as palavras que vomitas
Olha para o que te alerto
Não olhes só para o que é bonito
Vamos chegar a pontos
Que vais pensar muito no que te tenho escrito
Escrevo em forma de poema
Só mesmo para me desafiar
Se consigo de esta forma
A tua atenção captar
Vamos entrar numa falência técnica
Em que muitos coitados não se vão aguentar
Vamos pagar do nosso bolso
Para quem em dinheiro já está a nadar
Lay off, o caralho meus amigos
Não sei como nos vamos aguentar
Depois de esvaziar os cofres
De quem os encheu com o povo a trabalhar
Não tenho pena de quem não tem
Das empresas que gastaram só por sua fé
Já é velho o ditado
Saco vazio não se aguenta de pé
Mas se aguentaram
Durante todos estes anos passados
Foi porque tiveram muito lucro
Agora dizem que não tem para pagar funcionários
Jogadas financeiras
De gente sem escrúpulos
Que tem suas contas recheadas
E nunca dividiram os lucros
Pedem para apertar o cinto
Reduzir no trabalho do pessoal
Mas quem trata das vossas empresas
Que vos dá o dinheiro a ganhar afinal
Vamos sacrificar os mais pequenos
Para sustentar quem muito já tem
Não concordo nem um segundo
Com quem não se preparou para o que aí vem
Abram mão de ser estúpidos
Não afundem o barco que já está cheio
De despesas para quem realmente precisa
Não bebam de um copo que já está a meio
Com o país de quarentena
As empresas não param de produzir
Não reagimos a tempo
Para os números desta desgraça reduzir
Valores falam mais alto
Os valores da economia
Não podemos parar por uma causa
Que é esta atual pandemia
Nossas vidas pouco valem
Vale mais o trabalho que temos
Não entendo este conceito
Que nos pedem para trabalhar e não podemos
Só nos pedem resultados
E rezam para que sejam bem reduzidos
Para poder dispensar os coitados
Que se esforçam e não olharam aos perigos
Todos os dias se esforçam
Fazem das tripas coração
Para aguentar os seus postos
Nas empresas onde estão
Dá vontade de virar costas
De os deixar a trabalhar sozinhos
Para ver se dão valor
A quem lhes constrói o futuro e também o dos seus filhos
Apresentem-me mil problemas
Tentarei arranjar outras tantas soluções
Não me arranjem desculpas
Para pessoas que só se metem em confusões
Por isso vos digo de coração
Lay off, isso é que não.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
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