#Drummer
Porque racionalizamos nós os sentimentos?
É algo que tem tomado uma boa parte do meu tempo. É objeto de pensamentos profundos. Estudos aprofundados e extensas reflexões.
Não consigo encontrar explicações que me satisfaçam.
Os sentimentos não têm preço, não tem medida. São de cada um e devem ser oferecidos a quem os merece.
Quais as regras que nos impõem às quais devemos parametrizar-nos?
No que é socialmente correto ou aceitável?
Sempre travamos o que na verdade sentimos, com o que poderá ou não ser bem entendido.
Mas se os sentimentos são das poucas coisas que não nos podem tirar, visto que são nossos e ninguém os pode ter por nós, posso-me arriscar a dizer que serão das poucas e verdadeiras liberdades que ainda nos restam.
Porque não aproveitamos para os demonstrar, para os exteriorizar?
Muito mais neste momento, em que passamos a ser humanamente todos iguais.
Não há ricos, nem pobres, há vidas em risco.
Há contaminados e possíveis alvos de contaminação.
Porque não podemos nós dizer que amamos e quem é o alvo de sentimento tão lindo?
Quando amar ainda é das poucas coisas que nos é permitida, e não há quem nos possa negar tal sentimento, mesmo que não seja um sentimento correspondido.
O mesmo poderia dizer do sentimento contrário, a falta de amor ou mesmo ódio, que tantos alimentam pelo próximo, muitas vezes por causas ou consequências de atos mal resolvidos, mal falados. Diferenças entre pontos de vista, aos quais não se deu o devido espaço/tempo para tentativa de entendimento.
Mas guardar tais sentimentos dentro de nós, durante muito tempo, não nos faz bem.
Porque são sentimentos tão fortes, que nos destroem, ou simplesmente fazem com que deixemos de ter noção do seu verdadeiro sentido, levando-nos a desacreditar por completo na sua verdadeira essência.
Há quem diga que o ódio é o amor andam de mãos dadas.
Tenho que concordar, sempre contraditórios mas tanto um como o outro facilmente se apoderam de nós.
Já muitas vezes vi, até mesmo eu senti um tornar-se no outro.
Quem nunca presenciou histórias de ódio que se tornaram em lindos romances?
E verdadeiros contos de fadas em filmes de terror dignos dos melhores realizadores de Hollywood?
O ódio só o alimentamos se formos masoquistas. O amor não o distribuímos porque somos fracos, egoístas covardes quem sabe.
Dar amor não nos tira pedaço, não nos rouba euros da conta, não tem medida correta para se mesurar.
Podemos dar a todos, se o fizermos sem estar à espera, que o retorno seja nos mesmos moldes.
Mas temos que estar preparados mentalmente para sermos diferentes e é isso que nos trava as vontades aprisionadas no coração.
Não sabemos dar sem condição.
Por isso desafio a que pensem um pouco nisto e tal como eu.
Tentem, mas tentem com muita força em dar amor sem esperar nada em troca.
Tudo que tiverem de retorno, agradeçam e devolvam novamente, como se de uma corrente se tratasse, para ver até onde pode chegar o vosso amor e quantas pessoas consegue contagiar.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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