segunda-feira, 13 de abril de 2020

Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios.
Para mim um ato mais sensual que qualquer outro.
Entre uma carícia no rosto, um toque no cabelo, dois corpos que se abraçam, as mãos que ganham vida própria à procura de conforto no corpo do outro, percorrendo os seus contornos deliciosos.
Onde os lábios se tocam devagar, revezando-se levemente. Sem pressa sem correria.
O tempo para e ficam ao jeito da sensualidade os dois à espera que seja hora de avançar.
Mas divagando pelo pescoço, sussurro ao teu ouvido palavras que nunca te tinha dito antes e levemente te passo a língua para sentires o toque ligeiramente molhado na tua pele.
Teus olhos incendiados as tuas mãos trémulas, o teu corpo se contorce e pede mais.
Um beijo.
Finalmente as bocas se encontram, já com a respiração ofegante.
Deixam que os lábios, numa dança exótica, saciam o desejo.
Tudo é fogo, de olhos bem fechados para não haver distrações e poder deliciar o momento.
O sabor dos teus lábios, o toque tímido e provocante da minha língua na tua, o lábio que te mordo para te mostrar que neste beijo, tudo se torna paixão.
São dois corpos que se desejam, os lábios verdadeiros pincéis, onde numa tela humana as mãos desenham a vontade de algo mais.
Um beijo não é só um beijo. É muito mais que isso.
É arte.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
 

Quem será?

Meninos e meninas bom dia!
Vamos jogar um jogo.
Adivinhem quem é que toca esta música.
Quem adivinhar ganha um rebuçado.
Miss Paty 

domingo, 12 de abril de 2020

Para!

Sente.
Sente o teu coração. Silencia as vozes do mundo. Silencia o que os outros dizem. Silencia a tua própria voz, se for preciso e sente.
Sente o teu coração. Para. Permite-te o tempo necessário para parar. Para estares a sós contigo.
Lembra-te que não importa quem chega primeiro, mas sim quem chegou onde queria chegar.

Miss Paty


© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.


Boa Páscoa.



Este ano vamos ter uma boa Páscoa.
Para quem vive na terrinha, como eu e gosto muito, é coisa engraçada.
Passo a descrever.
Dia que toda a gente vestes suas melhores roupas.
Eu se me fosse permitido pela minha mais que tudo, vestiria aquele belo fato, que me ofereceu pelos anos, gastou os olhos da cara porque já não aguentava mais ver-me a vestir calças de uma camisola do outro.
Um belo fato de treino.
Acompanhado por um bom par de calçado que comprei, já há muito, naquela loja bem cara, mas que são bem bonitas e confortáveis
Um par de sapatilhas, que já foram ameaçadas de ir para o lixo, porque sou o único que ainda gosta delas.
Depois de bem equipado, lá vamos nós a casa dos pais ou dos sogros.
Neste dia de paz e confraternização, lá andam os mais velhos na sua maior calma.
Tratando de aquecer fornos a lenha, verificar se as carnes estão ao ponto de levar ao forno, montando mesas para que todos estejam confortáveis, para o banquete que andam à dois dias a preparar.
Por isso muito tranquilo.
Juntamos a isto, os aperitivos!
Mas não são os que se come.
Uns belos vinhos do Porto, que se vão degustando pela manhã, juntos com outras bebidas mais (tipo tudo que aparece pela frente), nas casas de amigos e familiares.
Para que chegada a hora de ver o nosso senhor Jesus, já estejam bem desinfetados, com os níveis de álcool tranquilos, para colocar os beiços na cruz que já passou por umas centenas.
A verdadeira preparação. Nada fica ao acaso e tudo tem um propósito, muito bem pensado.
Até que chega o almoço, comidinha com fartura.
Já poucos têm vontade de comer, porque ou já comeram em tudo que era capelinha, ou a vontade de regar o assado, persistem.
Mas há que aguentar, ainda vêm as sobremesas, seguidas dos digestivos.
Não se poupa em nada.
As melhores garrafas vêm para a mesa, há que degustar, melhor dizendo emborcar.
Mais uma vez se limpam mesas, louças, se recompõem miúdos e graúdos, para receber em suas casas, o visitante do dia.
Finalmente chega a hora tão esperada, toda gente bem aprumada, uns mais do que os outros, vão beijar uma cruz.
Onde está o símbolo que assinala a ressurreição.
Só não entendo uma coisa!
O senhor vem no crucifixo, mas isso não foi o que lhe fizeram há 3 dias atrás?
OK. Siga, não é para e eu entender.
Seguem-se os beijos, em que todos são convidados à força para estarem presentes nessa roda, que se forma para cumprir a tradição, passando de pessoa em pessoa a cruz.
É quando no meio de tal silêncio, em que se aproximam de alguém, com o crucifixo bem ornamentado, para que seja beijado silêncio e com devoção, que se ouve:
“EU SOU ATEU.”
Todos os olhos se viram e o mundo para por breves momentos.
Entre as palavras, e o senhor que leva em suas mãos o senhor reaja e passe a frente de quem se recusou a beijar a cruz e ainda acrescentou a sua descrença.
Todos identificam o causador de tamanho desconforto.
Meu filho. Aquele que foi avisado anteriormente para se portar devidamente e não ser anticristo.
Não resistiu aos olhares reprovadores e repete.
“QUE FOI? SOU ATEU.”
Não sei o que lhe faça? Também não o vou obrigar a acreditar.
Se sempre o eduquei para que tivesse escolhas próprias, que lhe posso agora e eu dizer?
Mas a coisa passa e voltamos à mesa refeita e novamente recheada.
Mais comidas para todos os gostos, desde os ovos da Páscoa ao leitão, uma coisa do outro mundo.
Aproveitar-se para beber mais uns copitos, não vá nos entalarmos com as doçuras.
Meu Deus.
Mas que é isto?
Afinal estou a descrever um dia de crença ou um rally das tascas?
Come-se e bebesse como se amanhã não existisse. (Gula)
Vestem-se as roupas mais caras, previamente compradas para a ocasião. (Luxúria)
Depois de tanta gente bem vestida e se o tempo o permitir, as mais belas donzelas, apresentam os seus belos decotes, naquele vestido bem mini, para chamar a tentação dos olhos já turvos, onde até o padre não deixa de a apreciar tal beleza feminina. (Cobiça)
Mas são as mulheres que mais olham para suas concorrentes, ficando de certa forma, com possa eu dizer isto sem melindrar, "aborrecidas" se tem algum modelo, mais atraente que o seu. (Inveja)
Os homens muito ocupados dos seus copos, deixam todo o trabalho para as senhoras, para poderem ainda tirar uma soneca, em jeito de preparação para o que resta do dia. (Preguiça)
Não posso deixar de salientar o envelope recheado, com umas notas, para entregar ao senhor Pároco da freguesia, o qual a seu tempo vai dizer quanto rendeu, para que o povo saiba se foi suficiente. (avareza)
No final já me está a revoltar tudo isto e sou eu o que comete o último pecado. (ira)

Drummer

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Oi. Tudo bem?

Oi. Tudo bem?
#umamúsica

Ando numa verdadeira luta 
entre o que deve ser feito, e o que pretendem fazer.
Mas é uma luta que eu comprei.
Não pedi a ninguém para ma vender.

Construo com as minhas ideias
Formas simples de progresso
Olho para o futuro com bons olhos
Não penso no retrocesso

Não me barro com problemas
Vejo outras tantas soluções
Pena que não me entendam
E nas suas cabeças são apenas mais confusões

Há dias que me apetece desistir
Ficar de perna cruzada
Mas não consigo, não sou capaz
Sou aquele que se afasta da manada

Fico só nos meus pensamentos
Desenvolvendo os meus conceitos
Onde podemos ser todos muito diferentes
Todos iguais com muitas virtudes e defeitos

Não sei porque insisto eu!
Porque luto por quem não quer?
Pelos que merecem mais e melhor?
E mesmo pelos que nada deveria eu fazer.

https://youtu.be/tkQYXtAXiOg
Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Camaleão

#Drummer

Sinto-me um camaleão.
Gostava de me sentir um outro ser, talvez mais imponente, mais poderoso. Mas não.
Sou um camaleão.
A toda a hora me ajusto ao ambiente, mudando as minhas cores para me proteger dos predadores.
Sim. Vivo numa selva onde todos os momentos de vivência, são em sobressalto, uma luta entre predador e presa.
Com medo, de vir um ser esfomeado que me tire a vida, para se saciar.
Tenho que ser astuto, ajustar-me, para contribuir com a minha vida, para o normal curso da natureza.
Não sei como fazer entender os animais que só pensam em fazer de mim alimento, que tenho direito à vida. 
Não estou a mudar as minhas cores para os afrontar, mas sim para me proteger, e com isso acabo por salvaguardar o futuro da minha espécie.
Difícil esta tarefa de mudar, ajustar-se, reinventar-me quando necessário.
Numa selva humana, em que todos querem ser leões, verdadeiros predadores, reis da savana.
Pobres coitados, vão morrer de fome. 
A caça está cada vez mais escassa.
Os animais resguardam-se, não andam como seu costume a sujeitarem as suas vidas, para encher a barriga dos que não se saciam com pouco.
Capazes de comer tudo de uma só vez, sem pensar em racionalizar o seu alimento.
Eu como camaleão que sou, vivo nas plantas, gosto de subir árvores, que me dão uma visão diferente dos terráqueos.
Consigo ter uma perspetiva diferente, e de forma discreta, ter tempo para apreciar, o que de anormal vai nesta grande confusão.
Passo despercebido e vou levando a preservando a minha vida. 
Porque para mim o que é natural, para os restantes, é totalmente impossível. 
Mudar de cor. 
Reajustar-me.
Por vezes multicolor e, de forma, a embelezar esta selva, que está a ficar sem cor alguma.
É triste, mas é um facto.

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Castelos na areia.

Sabem quando construímos um belo castelo na areia, com todos os pormenores, lhe dedicamos horas, para que os seus contornos e detalhes sejam invejáveis?
É lindo, mesmo lindo...
Até que vem uma criança malformada e lhe dá um pontapé.
A vontade é mesmo de lhe dar, o que lhe faz falta.
Mas ignoramos, sorrimos e acenamos.
Coitadinho é criança e não tem culpa da má formação que lhe foi dada pelos pais.
Tudo seria bem diferente se fosse um adulto.
Aí sim. Coisa séria.
Como se diz, boca para barulho, ou neste caso atitude para porrada.
Não vamos acreditar que alguém com maturidade faça tal coisa.
Qua adulto em plena consciência dos seus atos seria capaz de tal malvadez?
Desenganem-se, infelizmente há muito quem o faça.
Não sei se por inveja, ou mesmo por maldade pura.
Só se esquecem é que estão a destruir algo, que alguém foi capaz de construir, e se tiver que o voltar a fazer tem essa capacidade, podendo ainda contruir um outro castelo, quem sabe maior e mais belo.
Aquela capacidade, de com simples areia contruir algo, deslumbrante, que a quem passa e é menos birrento, tem a capacidade de apreciar, quem sabe até de elogiar.
Um simples castelo de areia.
Já agora, quem és tu?
Fazes castelos na areia?
Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Desejo sensorial

Vermelho dizes tu, enquanto colocas, delicadamente, uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Deslizas, propositadamente, o teu dedo sobre o meu pescoço, fazendo-me corar.
Adoro o teu vestido vermelho, repetes. Enquanto com o dedo, distraidamente o vais subindo um pouco mais.
Contraio as pernas e prendo a respiração. Se pudesses adivinhar-me os pensamentos, verias a explosão de cores que me vai na mente.
Vermelho de paixão. Deste desejo ardente que sinto, quando me invades a pele branca, desnuda, fazendo-me querer mais.
Verde, a cor nos meus olhos refletida no espelho da tua sala, quando me deitas em cima da mesa, e, com o meu olhar no teu, te peço mais.
Preta, a cor da minha tanga, que despes sem pudor, enquanto com a barba me arrepias a pele. Olhas-me com esses olhos castanhos, ardentes de desejo. Gemo, peço-te mais, agora. Aqui. Deslizo a minha mão por baixo dos teus boxers, para que sintas que esse, o desejo, também o sinto.
Sinto-te a língua que me desflora a pele. Sinto-te as mãos, enquanto firme me seguras nas ancas.
Olhamo-nos no espelho, enquanto num climax de prazer atingimos o orgasmo em uníssono.
Imagino-te, imagino-nos, enquanto no escuro, pinto este nosso desejo numa tela.  Cinco cores, dois corpos.  Um só pensamento. Um só desejo.
Ah, se me lesses os pensamentos…

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Quietude desinquietante

#Drummer

Hoje estou tranquilo.
É de certa forma estranho, muito estranho mesmo.
Costumo dizer, que ou vem f*da, ou canelada.
Começo a aceitar esta nova realidade, de estar longe de todos, da agitação diária que é o meu normal costume.
Não que sejam só os outros a tirarem o meu sossego. Eu não me deixo estar parado.
Parei para analisar, refletir principalmente ter plena noção dos meus atos.
Como indivíduo socialmente ativo, finalmente me rendi, a este estado de paralexia.
Vou guardar as energias para mais tarde, talvez para dias, em que sejam mais necessárias.
Vou aproveitar e relaxar um pouco, ouvir uma música bem tranquila enquanto trabalho.
Fazer pausas, para relaxar, conforme é recomendado, de forma a não entrar em parafuso.
Sim. Vou fazer isso.
Ou então 🤔
Esquece Rui. 
Não consegues enganar nem um ceguinho.
Esse cérebro não para.
Foram bons os momentos de descanso enquanto escreves, sobre o estado que muitos te dizem para adotares.
Ponho a cabeça para funcionar, ver onde e como atuar para não deixar que o teu mundo não pare e não desmorone.
Pensa, vá pensa outra vez. 
Afinal tenho uma quantidade infindável de coisas a fazer, e que vestir o meu melhor fato, aquele em que encarnas um suposto líder. 
Não há sossego que me acalme, nem vírus que me faça o bloqueio. 
Vamos a fazer o que já fazes como respirar. 
Problemas, causam soluções.
E saliento que quando nascemos, choramos, porque respirar foi uma primeira tarefa dolorosa. Agora fazemos com a maior naturalidade. 
Por isso não existem problemas. Existem situações a ser tratadas. 
É nesta fase tão difícil, o mais difícil é superar desafios constantes. 
Mas já uma vez disse e em boa verdade. 
Se colheres uma rosa e te picares nela. De seguida colhe um ramo bem bonito, só para te desafiares. 
Tu vais conseguir. Acima de tudo sabes que tens quem acredite em ti. 
Não. Não podes fazer má figura. Não te é permitido. 
Voltou tudo ao normal. Por mais anormal que pareça. 
Um beijo para quem acredita em mim. Dois para quem duvida. 
Fui.

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Eterno

Dizem que a eternidade não existe. Que é algo inventado ou mesmo inatingível.
O que eles não sabem é que o eterno só precisa de durar uma fração de segundos para se tornar inesquecível.
Não é o tempo que é eterno. Nem tampouco os momentos o são.
Eterno é o que fica em nós. Eterna é a memória gravada no nosso coração. É a magia da pura entrega. É o clímax do puro ser.
Eterno? É aquele momento em que o nosso coração pára porque encontrou então uma razão para bater.

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Coração feito de amor

Quem diz que um coração não chora? Quem pode dizer. Alma aberta. Alma que implora para se fazer entender. Peito aberto. Alma nua. Sem saber ao certo porque se se fecha ou continua. A alma grita liberdade. Não se quer ver encarcerada. Mesmo exposta à maldade de quem esteja mal intencionada. Sabe que nem todos vêm por bem. Mas isso não é importante. Porque está aberta para dar o que tem. O que lhe é significante. Se são balas que as disparem. Responderá com amor. Fará tempestades cessarem. Embora não seja imune à dor.
A esperança bate-lhe no peito. Esperança nos que bem lhe querem. Os que a tratam com respeito. Alheia aos que a ferem.
Porque qualquer bala é devolvida. A vida tudo devolve. E ela faz-se esquecida. Prefere quem o seu coração envolve. Pede apenas compreensão. Tempo para as feridas lamber. Mas não fecha o coração. Preocupa-se com crescer. E crescer envolve aceitar. Que quando o a alma está exposta. Há quem se vá tentar aproveitar. Mas a esses não dá resposta.
Ao mal que lhe possam querer dar. Irá mostrar perdão. Porque ela foi feita para amar. E cada um dá o que tem no coração.

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Um convite irrecusável

Convidei-te para jantar...recusaste mas no fim lá aceitaste.
Acho que tinhas medo de não te conter e ceder aos teus desejos...
Eu mesma ia cozinhar um prato a teu pedido, prato esse que também era um desejo teu por satisfazer. Ficaste com a responsabilidade de trazer o vinho que só teria que ser branco, esse era o meu desejo. Melhor dizendo,o meu desejo eras tu!
Eu, organizada que sou, adiantei tudo bem cedo para ficar livre quando chegasses, livre para ti... livre para nós.
Ficaste de chegar às oito da noite mas chegaste meia hora mais cedo.
Tinha acabado de tomar um duche, ainda nem sequer me tinha vestido...enfio a lingerie mais sexy que tinha,preta rendada e o perfume diabólico, como gosto de lhe chamar.
Abano a cabeça para dar um jeito ao cabelo e para não te deixar à porta impaciente, visto o que me vem à mão.
Um vestido fluído preto florido,sem fechos nem botões e ombros descaídos.
Mesmo descalça abro-te a porta... já o perfume me tinha chegado aos " sensores cerebrais" e o efeito já era notório!
Lá estavas tu em frente à porta, olhos brilhantes, garrafa na mão...
Dás-me a garrafa que pouso no chão e logo a seguir pego-te na mão, puxo-te para dentro e encosto-te à porta que fechei com o pé...ficas sem reação.
Não me julgavas capaz...
Louca por ti, olhei-te nos olhos,a armadura caiu e deste-me um beijo.
Um beijo tão louco que logo ali o vestido caiu.
Conseguia perceber em ti a vontade louca que tinhas de saciar o teu e o meu desejo. Mordi-te a orelha, beijei-te o pescoço... arranquei-te a camisa,deixei-te maluco...
O sítio mais próximo era a mesa que ainda não estava posta, deitaste-me nela...deixaste-me exposta.
Louco de desejo, me beijas o corpo, começas pela barriga e sobes até as minhas mamas.
Ligeiramente passas a língua nos mamilos, e num beijo doce os envolves.
O meu desejo aumenta ao mesmo ritmo que nossas ancas se movem, como se uma dança se tratasse.
Com um beijo me fazes abrir as portas, para que possas entrar.
Desaperto tuas calças, num convite desavergonhado, para me possuíres, ali mesmo em cima da mesa.
Com a mão inclinas-me para trás, e me olhos com um brilho nos olhos como munca vi.
Com a outra mão acaricias as minhas partes mais íntimas, e me deixas completamente molhada, gemo de prazer e peço mais.
Pedes que te beije e enquanto me levanto e te concedo beijos longos, intercalados pela respiração descontrolada, penetras-me.
Qual sensação de invasão tão boa, o imaginável, não supera o real.
Dentro de mim sinto-te bem duro, o tempo para, ficamos so os dois e o momento.
Como fazes tu isso? Pergunto gemendo de prazer.
Esses teus movimentos que me estão a deixar toda a tremer, e ao mesmo tempo, não quero que pares.
Faz-me vir. Sussurro-te ao ouvido, enquanto te passo a língua no pescoço, para te arrepiar.
Erro meu, mas delicioso erro, mais forte e mais firme me penetras, e sem que possa sequer pensar no que estou a sentir, te dou um orgasmo, envolvido de gemidos e pequenos berros, em que chamo o teu nome.
É puro prazer, quero repetir, não sei como fazes, mas faz-me vir outra vez.
Desta vez deito-te no chão, irei ser eu a fazer-te deslizar dentro de mim. 
Enquanto te amarro com as minhas pernas envoltas em ti, contigo dentro de mim, mais vou disfrutar dos teus lindos lábios, esses que tanto imaginei eu beijar. 
Agora não vou parar enquanto não te sentir a explodir dentro de mim, e será nesse momento que vou vir outra vez. 
O meu corpo esfrego em ti, sinto o teu coração disparar, e não paro, vou-te usar e abusar, até ambos nos saciar. 
Pedes-me para ir mais fundo e mais forte, que me queres sentir ainda mais, claro que te concedo o pedido, agarrando as tuas mãos, e mostrando-lhe o caminho mas minhas mamas, que quero que suavemente apertes, como forma de auxílio para mais um orgasmo, desta vez simultâneo. 
Quero-te. Quero-te sentir a vir dentro de mim. 
Com um gesto de cabeça, me fazes o sinal de que está na hora, no momento certo. 
No auge de tão grande loucura de prazer indiscritível. nos vimos os dois. 
Molhados, suados, de prazer. 
Beijo o teu peito onde descanso e recupero o meu fôlego, mas não te deixo sair de dentro de mim, porque ainda estou a terminar o meu consolo. 
Deixar que o meu corpo descarregue, e tenha todas as reações, que nunca tinha imaginado. 
Foi bom. Foi muito bom. 
Dás-me mais, ou queres jantar primeiro?

As minhas pessoas

Hoje tenho saudades tuas. É estranho. Estranho como deixamos que a distância se imponha nas nossas vidas. Como aqueles que um dia pensamos que fossem fazer parte delas para sempre, passaram a ser isso mesmo. Estranhos.
Tenho cá para mim de que estar junto e estar perto não é a mesma coisa. Há pessoas que tenho junto de mim. Vêem-me diariamente. Mas será que me vêem mesmo? Ou apenas olham. Acostumados à minha presença, deixaram de olhar. Deixaram de ver. Deixaram de se importar?
Como seres de hábitos que somos, acomodamo-nos. Deixamo-nos ficar no confortável. Mesmo que o confortável seja insuportável. Mesmo que não nos acrescente mais do que apenas isso. Um monte de nada. Um vazio preenchido por corpos que apenas habitam no mesmo espaço. Desligados, desconectados. Presenças ausentes. Alienadas.
Back to the point, por outro lado há pessoas que embora não estejam junto fisicamente de mim, estão perto. Fazem questão de estar perto. Mesmo à distância, conseguem ver-me. Sentir-me. Fazem-se presentes na minha vida, oferecendo-me o melhor presente que me poderiam dar. Estarem presentes. Podemos não nos ver com tanta frequência como gostaríamos. Mas sentimo-nos todos os dias.
São essas pessoas que não me devem nada. O que quer que me dêem é de mão beijada. Sabem que não quero dinheiro. Não lhe reconheço qualquer valor. Quero o que é verdadeiro. O que é dado com amor. Peço apenas companhias. Que me façam passar o tempo em que conto horas vazias. Que me vão matando por dentro. Peço apenas amizade. A que é dada de peito aberto. Porque o manhã parece uma eternidade e nem sei se é certo. Peço apenas carinho. O que dizem ter por mim. Uma palavra de mansinho. Numa conversa assim. Não preciso do universo. Nem das estrelas que nele estão. E se com eles converso, faço-o sempre de coração. Quando estou triste, procuro neles resguardo. Porque sabem que um mundo em mim existe e dentro dele tudo o que guardo. Amizade nem deve pedir. Assim como qualquer outro sentimento. Basta que se crie um momento. Onde se possa sentir. Por isso não me devem nada. E mesmo assim acabei de o dizer. Que no nada que me devem. Há um espaço onde tudo pode caber. E sim, falo de amizade. A de quem me é é tão imprescindível . Se me querem fazer a graça, basta ter um amigo disponível. Para conversas como as que sabem que temos. Onde posso falar sem medo. Porque sei que nada escondemos. E entre nós não há segredo.
São pessoas que embora distantes, nunca se ausentam de mim.
E essas são as minhas pessoas. Para as quais não preciso de dar nome. Mas sem as quais a minha vida não seria possível.
Sabem que as amo. As minhas pessoas, que fazem da distância a missão impossível de nunca deixarem de ser o mais que podem disponível.
Têm um cantinho (gigante!!) guardado no meu coração.

Miss Paty

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Eles crescem!

Eles crescem e não damos conta disso.
Nossos filhos crescem e quando damos conta...
Não demos conta de nada.
São adultos, tem vontades próprias, vidas suas nas quais só fazemos parte. Não somos um todo.
Mas para nós pais, eles continuam a ser os nossos meninos(as), não lhes largamos a mão.
Não sabemos, não estamos preparados para o fazer.
Porque somos mais experientes e não queremos, que eles vão pelos caminhos adversos.
Mas são eles que vão ter que os percorrer, quer queiramos ou não.
Ninguém nos ensina a ser pai/mãe, nada do que nos possam dizer é o totalmente correcto.
É uma aprendizagem contínua e complexa, que nos deixa entre a razão e a emoção.
Como vamos nós deixar ir, os que carregamos ao colo para não sentirem o seu próprio peso no chão?
Iremos carregar esse peso até que sejam eles, se assim o entenderem, a carregar o nosso.
Até lá, não. Não vos vou deixar pisar o chão.
Este chão tão irregular, onde de onde vocês olham, não existe podridão, malícia, falta de compaixão.
Num mundo que não consegui, por muito grande que tenha sido o meu esforço, anular pessoas más, que vos vão fazer sofrer.
O mais que posso fazer é limpar as vossas lágrimas, das dores de crescimento, de seguida limpar as minhas, e dividir o vosso sofrimento.

Não há manual de instruções.
Não há a conduta mais correta.
Há o amor que temos pelos filhos
Que não tem peso nem medida concreta.

Aos filhos que somos, bons pais que tentamos ser
A vida nos fez a força crescer juntos
Ficam apenas palavras, reflexões
De sentimentos angustiantes e profundos

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Gulosa pela vida

A gula é pecado, eu sei. E confesso-me pecadora. Sou gulosa pela vida, pelos pequenos (grandes) prazeres que ela me oferece. Aventuro-me nos perigos de viver, de ser e de sentir tudo aquilo que à minha mente desperte o interesse.
Dispo, sem qualquer pudor, a alma e coloco-a na palma da mão a quem me saiba sentir. Sem medo, sem preconceito, sem receio de na minha nudez encontrar mais loucura do que razão. Mais sentimento do que assertividade. Tanto de mim, que pode assustar.
Percorro os caminhos incertos do desejo e vontade de ser livre. De nesta minha liberdade me render ao que me encanta. Ao que me fascina. Ao que me desperta um fogo adormecido que aceito como meu. Que me incendeia, que me eletriza, que me satisfaz.
Não há nada de santo em mim. Há, no entanto, uma pureza de sensações e sentimentos, que só quem olha para lá do preconceito, do policitamente correto, consegue ver. Consegue sentir.
E se a minha gula é pecado aos olhos dos que me vêem tão livre, a inveja dos que me julgam, também o é.

Miss Paty 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Ser bom ou estar morto

Dizem que para ser bom basta estar longe. Ou estar morto. Dizem que os mortos recebem mais flores que os vivos porque o remorso é maior do que a gratidão. As pessoas dizem muitas coisas. Por isso tendo a observar o que fazem. Diz-se tanta coisa por aí, que faço ouvidos de mercador a metade do que dizem. É que há pessoas que falam muito. Mas não (me) dizem nada.
As pessoas não são o que dizem ser. São o que mostram ser. Está aí uma grande diferença.
Falemos, por exemplo de amor. Qualquer tipo de amor. Existem vários. Dizer amo-te é fácil. Ouço-o da mesma forma que ouvia a minha mãe dizer que a comida estava pronta. Leio-o por todo lado. O amor. Palavra bonita. Mas o amor não precisa que se fale nele. Não precisa que mais linhas sejam escritas. Anseia porém ser sentido. Ser vivido. Está nos olhos de um pai choroso que não vê os filhos ocupados demais há anos. Que o amam, eles dizem. Escrevem-lhe postais. Enviam-lhe presentes. Mas não estão presentes.
Aos domingos, vejo dezenas de pessoas a sair da igreja. Trazem a sua capa de domingo bem passada a ferro. A máscara posta a preceito. Ouviram o sermão e que bonito era. Falava o prior de caridade. De um tal de Cristo que morreu por amor a nós. Para expiar os nossos pecados.
Falava do que devemos ser. Todos bateram com a mão no peito. Eu não estava lá, mas ouvi. Ouvi-o nas palavras bonitas de quem ia passando pelo caminho. Quase que acreditei nelas. Mas subitamente, a máscara caíu. A esmola que vi ali ser deixada foi cobrada na segunda feira, quando o sermão já era passado. O amor que ali foi pregado foi trocado por bens materiais para preencher o vazio emocional. Para manter o menino quieto. Para um pedido de desculpas. Uma rosa, em vez de um falhei. Um bombom em vez de um perdoa-me. Uma vídeo-chamada, em vez de uma visita.
Hoje não. Mas amanhã faço. Amanhã vou. Amanhã digo. Amanhã. Amanhã. Ainda há tempo. Vou deixar que ele passe. Porque amanhã tenho sempre mais.
Até ao dia... Até ao dia em que a ampulheta se esgota. E em que tanto ficou por fazer. Ficou nas palavras que nunca se transformaram em gestos, porque sempre haveria um depois. Um mais tarde. Um amanhã.
Até que deixou de o haver.

Miss Paty 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.

Aperto no peito.

Porque sinto este aperto no peito?
Este nó que me aperta e me sufoca na garganta.
Que me leva em pensamentos ruins
Me leva de novo para a minha infeliz infância

Volto a ser bem pequeno
Sem forças para me defender
De quem me devia amar
E insiste em fazer-me sofrer

Não tenho mais armas para usar
Não sei como dizer o que sinto
Só neste papel desfeito em lágrimas
Escrevo palavras e não minto

Porque não posso eu dizê-las?
Porque não posso eu berrar bem alto
Que me estão a matar aos poucos
Com atitudes que me deixam em sobressalto

Fazem-me regredir no tempo
Onde a felicidade não abunda
Levam me para o fundo do poço
Onde a solidão é dura e profunda

Não tenho a quem explicar
Fico no mundinho que sempre foi só meu
Onde me protejo de todos
Onde posso ser simplesmente eu

Aquele que tem sentimentos puros
Que dá a vida pelos outros
Sem pedir nada em troca
Sem querer ficar com os seu louros

Um dia sonhei ser um líder
Do certo não sabia nem o idealizei
Só não sabia que era tão difícil
Num mundo onde qualquer um quer ser rei

Mas ser rei não é ser líder
A não ser que assim o assumam
Com atos de verdadeira coragem
Que as suas decisões muito nobres sejam

Mas não é o que tenho hoje
Hoje voltei a ser o ruizinho
Que vive no meio do nada
Que prefere estar sozinho

#DRUMMER

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Quem me desafia, tem que me enfrentar.

Não sou de guerras ou guerrilhas,
Sou muito pacífico em modo geral
Mas quando me desafiam
É bom que tenham um bom general
Fico em modo de combate
Ponho todos os meu sentidos alerta
Para defender o que é meu
O meu instinto animal se desperta
Só o faço em casos extremos
Quando ameaçam o meu pedaço
Aí não repondo pelos meus atos
Os meus inimigos despedaço
Não me orgulho da defesa
Que me fazem ter por obrigação
Quem ataca não merece respeito
Só merece a mesma reacção
Existe umas frases banais
Que em muitas situações têm destaque
O medo causa respeito
E a melhor defesa é o ataque
Mas porque chegamos a este ponto?
Porque há dois campos distintos?
Dos que querem viver suas vidas em paz
E dos para sobreviver, mostram os seus maus instintos.
Será a forma de protecção?
Será porque não sabem melhor?
Nenhuma tem grande desculpa
Quando nos outros provocam grande dor
Por isso vos digo e repito
Quem me desafia, tem que me enfrentar
E que se prepare e se segure
Pois não sou do tipo de me acobardar
Enfrento olhos nos olhos
Não desvio um segundo
Vou buscar forças onde não quero
Ao meu poço de raiva profundo

DRUMMER
 
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Desculpe! Posso passar?

O Senhor desculpe, mas pode sair da frente que eu quero passar?
Em nossas vidas existem muitos momentos em que fisicamente isto acontece, e outros tantos que acontecem na nossa cabeça, na nossa imaginação resultado de nossas vontades.
Tudo isto reflecte pessoas que estão no nosso caminho e de certa forma, se posicionam no nosso trajecto.
Não entendem, por vários motivos, em que o que eu acho que é o principal, é distracção pura.
Estão a impedir-nos a passagem. Não nos deixam avançar para o destino que temos como objectivo.
Algumas das vezes temos que esperar, até que a pessoa(as) entenda(am) o nosso propósito, que nos deixem avançar, seguir para o rumo que é o nosso, bem ou mal, é nosso.
Mais complexo é quando nos tentam de certa forma persuadir a não prosseguir, porque não entendem, ou porque acham que o melhor é ficar onde estamos, acima de tudo muito melhor para o seu bem-estar, que fiquemos estagnados, imóveis.
Não sei explicar muito bem, é posso até estar a ser um pouco confuso no meu explicativo.
Quem nunca deixou de seguir seu trajecto, seja ele físico ou mental por impedimento de alguém?
É isso que gostava de fazer entender.
Nunca se deixem prender, atrapalhar, ser impedidos de prosseguir.
O nosso caminho é nosso, somos nós que o vamos fazer e ninguém calça os nossos sapatos, não há quem por muito que queira, possa fazer por nós o que é nosso por vontade.
Ninguém tem o direito de nos prender para sua própria comodidade, só porque acha que está mais correto, porque lhe dá jeito a nossa imobilidade.
Não me rendo a explicações fúteis, sem grande fundamento, sem que acrescentem valor ao meu foco, que me persuada de tal forma que me desvie do destino final.
Muitas vezes já são difíceis suficientes as decisões de avançar, traçar rumos, abrir caminhos, tentar alcançar o topo daquela montanha bem ingerem, a qual quase ninguém tem coragem de colocar como desafio, muito menos se expões a fazer umas bolhas nos pés para a escalar.
Por esse motivo e muitos mais que poderia enumerar, educadamente insisto e peço.
Por favor senhor, saia da frente que eu preciso de passar.

DRUMMER

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terça-feira, 7 de abril de 2020

Amor! A cura.

- Saúde 24, bom dia. Fala a Joana, em que posso ajudar?
- Bom dia. O meu nome é Patrícia e estou a sentir-me estranha. Não sei bem como o descrever.
- Pode indicar-me os sintomas que está a sentir?
- Sim, claro. Sinto palpitações no peito. Como se o coração quisesse explodir. Como se tivesse vontade própria e me quisesse sair do peito. 
- Muito bem. Compreendo. Mais algum sintoma?
- Sim. A boca. A boca outrora fechada, agora não consegue parar de falar. Fala de amor, paixão. Libertação e outros sentimentos estranhos. Não me reconheço a mim mesma. É como se dentro de mim estejam a surgir novos sentimentos e sensações a cada minuto.
- Há quanto tempo sente os sintomas que descreveu?
- Bem, não sei muito bem dizer. É que eles têm andado aprisionados cá dentro há mais tempo do que deveriam. Mas nesta última semana, saem-me assim, sem querer. Eu bem tento controla-los, mas em vão. Querem-se ver ditos, escritos. Será grave?
- Pelos sintomas que me descreveu, parece-me que tenho um diagnóstico. É amor. 
- É grave? Que precauções devo tomar?
- Vou-lhe prescrever uns medicamentos que devem ser tomados:
Coragem – sempre que sentir que o medo se apodera de si
Carinho – tome as doses necessárias por dia, para que o possa distribuir.
Amor – aqui temos dois componentes diferentes. O Amor próprio deve ser ingerido sem limite de dose. O amor pelos outros também não tem dosagem máxima, mas deve ter cuidado ao distribui-lo. Deve ser intercalado com doses homeopáticas de razão.
Equilíbrio – sempre que sentir que se está a tornar demasiado racional ou emocional, tome uma dose de equilíbrio para que encontre uma estabilidade.
Paixão – tome umas quantas doses por dia. Deixe-se apaixonar pelo que a move, por quem a move. Pela vida e pelos outros. 
Inspiração – tome uma boa dose por dia ao acordar e seja uma inspiração para si e para o mundo.
Bom senso – ir tomando ao longo do dia. 
Liberdade – tome a que precisar. Consciente de que os outros também têm direito à sua.
- Deixe-me ver se entendi. Esses medicamentos devo tomá-los para o resto da vida. Correto? Quais são as contraindicações?
- Bem, exato. Deve tomá-los no dia a dia para o resto da sua vida. Quanto às contraindicações são as seguintes:
Insegurança – há alturas em que vai sentir-se insegura e com medo de tomar os medicamentos. Vai temer que seja interpretada de uma forma errada ou que os outros se assustem com o que tem para dar.
Receio – podem ocorrer períodos de receio em que pensa que não deve dizer o que sente.
Espaço pessoal – pode sentir, por vezes, que está a invadir o espaço pessoal de alguém. Deixe que seja a pessoa a dizer-lhe o que é confortável ou não para ela. Você não é responsável pelo que os outros sentem ou pensam. Deixe essa responsabilidade para quem de direito a tem.
Medo – medo do ses da vida. Quando se sentir com medo, tome mais uma dose de coragem.
Mas não se preocupe com os efeitos secundários. É normal que aconteçam numa fase inicial da medicação, mas o coração habitua-se. Não deixe de tomar a medicação, sob pena de criar muros à sua volta. Esses muros são extremamente perigosos. Não os queira para si.
- Sim, compreendo. Só uma última questão. É contagiante? Vou ficar curada?
- Oh minha querida, o amor não é doença. É a cura. Quanto ao contágio, não se preocupe. Contagie o máximo de corações que puder. E seja feliz.

Miss Paty 

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Não deixes que se aproveitem de ti.


Como vais ficar tu meu país?
Depois do que está acontecer
Onde temos que ficar por casa
Para não mais te adoecer

Ajudas como vais podendo
Agradeço a ajuda aos infelizes
Que não tem como trabalhar
Para que os dias sejam um pouco mais felizes

Mas não te descuides
Não dês sem condição
Olha pelo teu povo mais simples
Porque os mais afortunados nos teus euros ficaram, com muita atenção

Não dês sem condição
Mede com todo o cuidado
A quem vais dar tu a tua mão
E dá só a que estiver mesmo desesperado

Não deixes que façam como no passado
Que muitos ainda mais ricos ficaram
Com manobras falsas de ilusão financeira
Prejudicando os que ainda lutam e trabalham

Abre os olhos e vê quem te rouba
Nos seus bolsos mete a mão e mede
Se és tu que os deves ajudar
Ou se os tens que fazer pagar a quem deve

Não esqueças que é o povo que sofre
Que ainda vai sofrer um pouco mais
Por falta de sensibilidade e bom senso
Dos donos de grandes valores capitais

Não deixes que se aproveitem de ti
Vão-te levar a ruina
Infelizmente o que não falta
São ladrões bem vestidos a cada esquina

Com lindas palavras te enganam
Com jogadas dignas de um Ronaldo
Mas primeiro vai ver como andam
As suas contas e o seu saldo

Dá a que precisa realmente
Mas não aos que tem os bolsos cheios
Que da atual situação tiram um falso proveito
E dos que para si trabalham enchem sem compaixão de receios

Temos que aproveitar!
Esta é a mentalidade de muitos
Mesmo que não precisem de todo
Vão fazer como vem fazer todos outros

Fica o alerta país meu
Onde nasci, cresci e faço intenção de morar
"Pois quando o barco afundar
É bom que muitos aprendam rapidamente a nadar"

Drummer

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Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...