segunda-feira, 13 de abril de 2020
Dia do beijo.
Quem será?
domingo, 12 de abril de 2020
Para!
Boa Páscoa.
Este ano vamos ter uma boa Páscoa.
Para quem vive na terrinha, como eu e gosto muito, é coisa engraçada.
Passo a descrever.
Dia que toda a gente vestes suas melhores roupas.
Eu se me fosse permitido pela minha mais que tudo, vestiria aquele belo fato, que me ofereceu pelos anos, gastou os olhos da cara porque já não aguentava mais ver-me a vestir calças de uma camisola do outro.
Um belo fato de treino.
Acompanhado por um bom par de calçado que comprei, já há muito, naquela loja bem cara, mas que são bem bonitas e confortáveis
Um par de sapatilhas, que já foram ameaçadas de ir para o lixo, porque sou o único que ainda gosta delas.
Depois de bem equipado, lá vamos nós a casa dos pais ou dos sogros.
Neste dia de paz e confraternização, lá andam os mais velhos na sua maior calma.
Tratando de aquecer fornos a lenha, verificar se as carnes estão ao ponto de levar ao forno, montando mesas para que todos estejam confortáveis, para o banquete que andam à dois dias a preparar.
Por isso muito tranquilo.
Juntamos a isto, os aperitivos!
Mas não são os que se come.
Uns belos vinhos do Porto, que se vão degustando pela manhã, juntos com outras bebidas mais (tipo tudo que aparece pela frente), nas casas de amigos e familiares.
Para que chegada a hora de ver o nosso senhor Jesus, já estejam bem desinfetados, com os níveis de álcool tranquilos, para colocar os beiços na cruz que já passou por umas centenas.
A verdadeira preparação. Nada fica ao acaso e tudo tem um propósito, muito bem pensado.
Até que chega o almoço, comidinha com fartura.
Já poucos têm vontade de comer, porque ou já comeram em tudo que era capelinha, ou a vontade de regar o assado, persistem.
Mas há que aguentar, ainda vêm as sobremesas, seguidas dos digestivos.
Não se poupa em nada.
As melhores garrafas vêm para a mesa, há que degustar, melhor dizendo emborcar.
Mais uma vez se limpam mesas, louças, se recompõem miúdos e graúdos, para receber em suas casas, o visitante do dia.
Finalmente chega a hora tão esperada, toda gente bem aprumada, uns mais do que os outros, vão beijar uma cruz.
Onde está o símbolo que assinala a ressurreição.
Só não entendo uma coisa!
O senhor vem no crucifixo, mas isso não foi o que lhe fizeram há 3 dias atrás?
OK. Siga, não é para e eu entender.
Seguem-se os beijos, em que todos são convidados à força para estarem presentes nessa roda, que se forma para cumprir a tradição, passando de pessoa em pessoa a cruz.
É quando no meio de tal silêncio, em que se aproximam de alguém, com o crucifixo bem ornamentado, para que seja beijado silêncio e com devoção, que se ouve:
“EU SOU ATEU.”
Todos os olhos se viram e o mundo para por breves momentos.
Entre as palavras, e o senhor que leva em suas mãos o senhor reaja e passe a frente de quem se recusou a beijar a cruz e ainda acrescentou a sua descrença.
Todos identificam o causador de tamanho desconforto.
Meu filho. Aquele que foi avisado anteriormente para se portar devidamente e não ser anticristo.
Não resistiu aos olhares reprovadores e repete.
“QUE FOI? SOU ATEU.”
Não sei o que lhe faça? Também não o vou obrigar a acreditar.
Se sempre o eduquei para que tivesse escolhas próprias, que lhe posso agora e eu dizer?
Mas a coisa passa e voltamos à mesa refeita e novamente recheada.
Mais comidas para todos os gostos, desde os ovos da Páscoa ao leitão, uma coisa do outro mundo.
Aproveitar-se para beber mais uns copitos, não vá nos entalarmos com as doçuras.
Meu Deus.
Mas que é isto?
Afinal estou a descrever um dia de crença ou um rally das tascas?
Come-se e bebesse como se amanhã não existisse. (Gula)
Vestem-se as roupas mais caras, previamente compradas para a ocasião. (Luxúria)
Depois de tanta gente bem vestida e se o tempo o permitir, as mais belas donzelas, apresentam os seus belos decotes, naquele vestido bem mini, para chamar a tentação dos olhos já turvos, onde até o padre não deixa de a apreciar tal beleza feminina. (Cobiça)
Mas são as mulheres que mais olham para suas concorrentes, ficando de certa forma, com possa eu dizer isto sem melindrar, "aborrecidas" se tem algum modelo, mais atraente que o seu. (Inveja)
Os homens muito ocupados dos seus copos, deixam todo o trabalho para as senhoras, para poderem ainda tirar uma soneca, em jeito de preparação para o que resta do dia. (Preguiça)
Não posso deixar de salientar o envelope recheado, com umas notas, para entregar ao senhor Pároco da freguesia, o qual a seu tempo vai dizer quanto rendeu, para que o povo saiba se foi suficiente. (avareza)
No final já me está a revoltar tudo isto e sou eu o que comete o último pecado. (ira)
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Oi. Tudo bem?
Camaleão
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Castelos na areia.
É lindo, mesmo lindo...
Até que vem uma criança malformada e lhe dá um pontapé.
A vontade é mesmo de lhe dar, o que lhe faz falta.
Mas ignoramos, sorrimos e acenamos.
Coitadinho é criança e não tem culpa da má formação que lhe foi dada pelos pais.
Tudo seria bem diferente se fosse um adulto.
Aí sim. Coisa séria.
Como se diz, boca para barulho, ou neste caso atitude para porrada.
Não vamos acreditar que alguém com maturidade faça tal coisa.
Qua adulto em plena consciência dos seus atos seria capaz de tal malvadez?
Desenganem-se, infelizmente há muito quem o faça.
Não sei se por inveja, ou mesmo por maldade pura.
Só se esquecem é que estão a destruir algo, que alguém foi capaz de construir, e se tiver que o voltar a fazer tem essa capacidade, podendo ainda contruir um outro castelo, quem sabe maior e mais belo.
Aquela capacidade, de com simples areia contruir algo, deslumbrante, que a quem passa e é menos birrento, tem a capacidade de apreciar, quem sabe até de elogiar.
Um simples castelo de areia.
Já agora, quem és tu?
Fazes castelos na areia?
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Desejo sensorial
Vermelho dizes tu, enquanto colocas, delicadamente, uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Deslizas, propositadamente, o teu dedo sobre o meu pescoço, fazendo-me corar.
Adoro o teu vestido vermelho, repetes. Enquanto com o dedo, distraidamente o vais subindo um pouco mais.
Contraio as pernas e prendo a respiração. Se pudesses adivinhar-me os pensamentos, verias a explosão de cores que me vai na mente.
Vermelho de paixão. Deste desejo ardente que sinto, quando me invades a pele branca, desnuda, fazendo-me querer mais.
Verde, a cor nos meus olhos refletida no espelho da tua sala, quando me deitas em cima da mesa, e, com o meu olhar no teu, te peço mais.
Preta, a cor da minha tanga, que despes sem pudor, enquanto com a barba me arrepias a pele. Olhas-me com esses olhos castanhos, ardentes de desejo. Gemo, peço-te mais, agora. Aqui. Deslizo a minha mão por baixo dos teus boxers, para que sintas que esse, o desejo, também o sinto.
Sinto-te a língua que me desflora a pele. Sinto-te as mãos, enquanto firme me seguras nas ancas.
Olhamo-nos no espelho, enquanto num climax de prazer atingimos o orgasmo em uníssono.
Imagino-te, imagino-nos, enquanto no escuro, pinto este nosso desejo numa tela. Cinco cores, dois corpos. Um só pensamento. Um só desejo.
Ah, se me lesses os pensamentos…
Miss Paty
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Quietude desinquietante
Eterno
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Coração feito de amor
Um convite irrecusável
As minhas pessoas
Eles crescem!
Nossos filhos crescem e quando damos conta...
Não demos conta de nada.
São adultos, tem vontades próprias, vidas suas nas quais só fazemos parte. Não somos um todo.
Mas para nós pais, eles continuam a ser os nossos meninos(as), não lhes largamos a mão.
Não sabemos, não estamos preparados para o fazer.
Porque somos mais experientes e não queremos, que eles vão pelos caminhos adversos.
Mas são eles que vão ter que os percorrer, quer queiramos ou não.
Ninguém nos ensina a ser pai/mãe, nada do que nos possam dizer é o totalmente correcto.
É uma aprendizagem contínua e complexa, que nos deixa entre a razão e a emoção.
Como vamos nós deixar ir, os que carregamos ao colo para não sentirem o seu próprio peso no chão?
Iremos carregar esse peso até que sejam eles, se assim o entenderem, a carregar o nosso.
Até lá, não. Não vos vou deixar pisar o chão.
Este chão tão irregular, onde de onde vocês olham, não existe podridão, malícia, falta de compaixão.
Num mundo que não consegui, por muito grande que tenha sido o meu esforço, anular pessoas más, que vos vão fazer sofrer.
O mais que posso fazer é limpar as vossas lágrimas, das dores de crescimento, de seguida limpar as minhas, e dividir o vosso sofrimento.
Não há manual de instruções.
Não há a conduta mais correta.
Há o amor que temos pelos filhos
Que não tem peso nem medida concreta.
Aos filhos que somos, bons pais que tentamos ser
A vida nos fez a força crescer juntos
Ficam apenas palavras, reflexões
De sentimentos angustiantes e profundos
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Gulosa pela vida
Ser bom ou estar morto
Aperto no peito.
Este nó que me aperta e me sufoca na garganta.
Que me leva em pensamentos ruins
Me leva de novo para a minha infeliz infância
Volto a ser bem pequeno
Sem forças para me defender
De quem me devia amar
E insiste em fazer-me sofrer
Não tenho mais armas para usar
Não sei como dizer o que sinto
Só neste papel desfeito em lágrimas
Escrevo palavras e não minto
Porque não posso eu dizê-las?
Porque não posso eu berrar bem alto
Que me estão a matar aos poucos
Com atitudes que me deixam em sobressalto
Fazem-me regredir no tempo
Onde a felicidade não abunda
Levam me para o fundo do poço
Onde a solidão é dura e profunda
Não tenho a quem explicar
Fico no mundinho que sempre foi só meu
Onde me protejo de todos
Onde posso ser simplesmente eu
Aquele que tem sentimentos puros
Que dá a vida pelos outros
Sem pedir nada em troca
Sem querer ficar com os seu louros
Um dia sonhei ser um líder
Do certo não sabia nem o idealizei
Só não sabia que era tão difícil
Num mundo onde qualquer um quer ser rei
Mas ser rei não é ser líder
A não ser que assim o assumam
Com atos de verdadeira coragem
Que as suas decisões muito nobres sejam
Mas não é o que tenho hoje
Hoje voltei a ser o ruizinho
Que vive no meio do nada
Que prefere estar sozinho
#DRUMMER
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Quem me desafia, tem que me enfrentar.
Sou muito pacífico em modo geral
Mas quando me desafiam
É bom que tenham um bom general
Ponho todos os meu sentidos alerta
Para defender o que é meu
O meu instinto animal se desperta
Quando ameaçam o meu pedaço
Aí não repondo pelos meus atos
Os meus inimigos despedaço
Que me fazem ter por obrigação
Quem ataca não merece respeito
Só merece a mesma reacção
Que em muitas situações têm destaque
O medo causa respeito
E a melhor defesa é o ataque
Porque há dois campos distintos?
Dos que querem viver suas vidas em paz
E dos para sobreviver, mostram os seus maus instintos.
Será porque não sabem melhor?
Nenhuma tem grande desculpa
Quando nos outros provocam grande dor
Quem me desafia, tem que me enfrentar
E que se prepare e se segure
Pois não sou do tipo de me acobardar
Não desvio um segundo
Vou buscar forças onde não quero
Ao meu poço de raiva profundo
DRUMMER
Desculpe! Posso passar?
DRUMMER
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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terça-feira, 7 de abril de 2020
Amor! A cura.
Não deixes que se aproveitem de ti.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Dia do beijo.
Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...
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#Drummer Hoje dedico a minha reflexão e toda a minha atenção, para dois grupos de pessoas distintas. Os que admiro de verdade “os des...
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Não sou de guerras ou guerrilhas, Sou muito pacífico em modo geral Mas quando me desafiam É bom que tenham um bom general Fico em modo de...






