segunda-feira, 13 de abril de 2020

Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios.
Para mim um ato mais sensual que qualquer outro.
Entre uma carícia no rosto, um toque no cabelo, dois corpos que se abraçam, as mãos que ganham vida própria à procura de conforto no corpo do outro, percorrendo os seus contornos deliciosos.
Onde os lábios se tocam devagar, revezando-se levemente. Sem pressa sem correria.
O tempo para e ficam ao jeito da sensualidade os dois à espera que seja hora de avançar.
Mas divagando pelo pescoço, sussurro ao teu ouvido palavras que nunca te tinha dito antes e levemente te passo a língua para sentires o toque ligeiramente molhado na tua pele.
Teus olhos incendiados as tuas mãos trémulas, o teu corpo se contorce e pede mais.
Um beijo.
Finalmente as bocas se encontram, já com a respiração ofegante.
Deixam que os lábios, numa dança exótica, saciam o desejo.
Tudo é fogo, de olhos bem fechados para não haver distrações e poder deliciar o momento.
O sabor dos teus lábios, o toque tímido e provocante da minha língua na tua, o lábio que te mordo para te mostrar que neste beijo, tudo se torna paixão.
São dois corpos que se desejam, os lábios verdadeiros pincéis, onde numa tela humana as mãos desenham a vontade de algo mais.
Um beijo não é só um beijo. É muito mais que isso.
É arte.
Drummer
© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
 

Quem será?

Meninos e meninas bom dia!
Vamos jogar um jogo.
Adivinhem quem é que toca esta música.
Quem adivinhar ganha um rebuçado.
Miss Paty 

domingo, 12 de abril de 2020

Para!

Sente.
Sente o teu coração. Silencia as vozes do mundo. Silencia o que os outros dizem. Silencia a tua própria voz, se for preciso e sente.
Sente o teu coração. Para. Permite-te o tempo necessário para parar. Para estares a sós contigo.
Lembra-te que não importa quem chega primeiro, mas sim quem chegou onde queria chegar.

Miss Paty


© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Como autora, autorizo a partilha deste texto, e ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.


Boa Páscoa.



Este ano vamos ter uma boa Páscoa.
Para quem vive na terrinha, como eu e gosto muito, é coisa engraçada.
Passo a descrever.
Dia que toda a gente vestes suas melhores roupas.
Eu se me fosse permitido pela minha mais que tudo, vestiria aquele belo fato, que me ofereceu pelos anos, gastou os olhos da cara porque já não aguentava mais ver-me a vestir calças de uma camisola do outro.
Um belo fato de treino.
Acompanhado por um bom par de calçado que comprei, já há muito, naquela loja bem cara, mas que são bem bonitas e confortáveis
Um par de sapatilhas, que já foram ameaçadas de ir para o lixo, porque sou o único que ainda gosta delas.
Depois de bem equipado, lá vamos nós a casa dos pais ou dos sogros.
Neste dia de paz e confraternização, lá andam os mais velhos na sua maior calma.
Tratando de aquecer fornos a lenha, verificar se as carnes estão ao ponto de levar ao forno, montando mesas para que todos estejam confortáveis, para o banquete que andam à dois dias a preparar.
Por isso muito tranquilo.
Juntamos a isto, os aperitivos!
Mas não são os que se come.
Uns belos vinhos do Porto, que se vão degustando pela manhã, juntos com outras bebidas mais (tipo tudo que aparece pela frente), nas casas de amigos e familiares.
Para que chegada a hora de ver o nosso senhor Jesus, já estejam bem desinfetados, com os níveis de álcool tranquilos, para colocar os beiços na cruz que já passou por umas centenas.
A verdadeira preparação. Nada fica ao acaso e tudo tem um propósito, muito bem pensado.
Até que chega o almoço, comidinha com fartura.
Já poucos têm vontade de comer, porque ou já comeram em tudo que era capelinha, ou a vontade de regar o assado, persistem.
Mas há que aguentar, ainda vêm as sobremesas, seguidas dos digestivos.
Não se poupa em nada.
As melhores garrafas vêm para a mesa, há que degustar, melhor dizendo emborcar.
Mais uma vez se limpam mesas, louças, se recompõem miúdos e graúdos, para receber em suas casas, o visitante do dia.
Finalmente chega a hora tão esperada, toda gente bem aprumada, uns mais do que os outros, vão beijar uma cruz.
Onde está o símbolo que assinala a ressurreição.
Só não entendo uma coisa!
O senhor vem no crucifixo, mas isso não foi o que lhe fizeram há 3 dias atrás?
OK. Siga, não é para e eu entender.
Seguem-se os beijos, em que todos são convidados à força para estarem presentes nessa roda, que se forma para cumprir a tradição, passando de pessoa em pessoa a cruz.
É quando no meio de tal silêncio, em que se aproximam de alguém, com o crucifixo bem ornamentado, para que seja beijado silêncio e com devoção, que se ouve:
“EU SOU ATEU.”
Todos os olhos se viram e o mundo para por breves momentos.
Entre as palavras, e o senhor que leva em suas mãos o senhor reaja e passe a frente de quem se recusou a beijar a cruz e ainda acrescentou a sua descrença.
Todos identificam o causador de tamanho desconforto.
Meu filho. Aquele que foi avisado anteriormente para se portar devidamente e não ser anticristo.
Não resistiu aos olhares reprovadores e repete.
“QUE FOI? SOU ATEU.”
Não sei o que lhe faça? Também não o vou obrigar a acreditar.
Se sempre o eduquei para que tivesse escolhas próprias, que lhe posso agora e eu dizer?
Mas a coisa passa e voltamos à mesa refeita e novamente recheada.
Mais comidas para todos os gostos, desde os ovos da Páscoa ao leitão, uma coisa do outro mundo.
Aproveitar-se para beber mais uns copitos, não vá nos entalarmos com as doçuras.
Meu Deus.
Mas que é isto?
Afinal estou a descrever um dia de crença ou um rally das tascas?
Come-se e bebesse como se amanhã não existisse. (Gula)
Vestem-se as roupas mais caras, previamente compradas para a ocasião. (Luxúria)
Depois de tanta gente bem vestida e se o tempo o permitir, as mais belas donzelas, apresentam os seus belos decotes, naquele vestido bem mini, para chamar a tentação dos olhos já turvos, onde até o padre não deixa de a apreciar tal beleza feminina. (Cobiça)
Mas são as mulheres que mais olham para suas concorrentes, ficando de certa forma, com possa eu dizer isto sem melindrar, "aborrecidas" se tem algum modelo, mais atraente que o seu. (Inveja)
Os homens muito ocupados dos seus copos, deixam todo o trabalho para as senhoras, para poderem ainda tirar uma soneca, em jeito de preparação para o que resta do dia. (Preguiça)
Não posso deixar de salientar o envelope recheado, com umas notas, para entregar ao senhor Pároco da freguesia, o qual a seu tempo vai dizer quanto rendeu, para que o povo saiba se foi suficiente. (avareza)
No final já me está a revoltar tudo isto e sou eu o que comete o último pecado. (ira)

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Oi. Tudo bem?

Oi. Tudo bem?
#umamúsica

Ando numa verdadeira luta 
entre o que deve ser feito, e o que pretendem fazer.
Mas é uma luta que eu comprei.
Não pedi a ninguém para ma vender.

Construo com as minhas ideias
Formas simples de progresso
Olho para o futuro com bons olhos
Não penso no retrocesso

Não me barro com problemas
Vejo outras tantas soluções
Pena que não me entendam
E nas suas cabeças são apenas mais confusões

Há dias que me apetece desistir
Ficar de perna cruzada
Mas não consigo, não sou capaz
Sou aquele que se afasta da manada

Fico só nos meus pensamentos
Desenvolvendo os meus conceitos
Onde podemos ser todos muito diferentes
Todos iguais com muitas virtudes e defeitos

Não sei porque insisto eu!
Porque luto por quem não quer?
Pelos que merecem mais e melhor?
E mesmo pelos que nada deveria eu fazer.

https://youtu.be/tkQYXtAXiOg
Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Camaleão

#Drummer

Sinto-me um camaleão.
Gostava de me sentir um outro ser, talvez mais imponente, mais poderoso. Mas não.
Sou um camaleão.
A toda a hora me ajusto ao ambiente, mudando as minhas cores para me proteger dos predadores.
Sim. Vivo numa selva onde todos os momentos de vivência, são em sobressalto, uma luta entre predador e presa.
Com medo, de vir um ser esfomeado que me tire a vida, para se saciar.
Tenho que ser astuto, ajustar-me, para contribuir com a minha vida, para o normal curso da natureza.
Não sei como fazer entender os animais que só pensam em fazer de mim alimento, que tenho direito à vida. 
Não estou a mudar as minhas cores para os afrontar, mas sim para me proteger, e com isso acabo por salvaguardar o futuro da minha espécie.
Difícil esta tarefa de mudar, ajustar-se, reinventar-me quando necessário.
Numa selva humana, em que todos querem ser leões, verdadeiros predadores, reis da savana.
Pobres coitados, vão morrer de fome. 
A caça está cada vez mais escassa.
Os animais resguardam-se, não andam como seu costume a sujeitarem as suas vidas, para encher a barriga dos que não se saciam com pouco.
Capazes de comer tudo de uma só vez, sem pensar em racionalizar o seu alimento.
Eu como camaleão que sou, vivo nas plantas, gosto de subir árvores, que me dão uma visão diferente dos terráqueos.
Consigo ter uma perspetiva diferente, e de forma discreta, ter tempo para apreciar, o que de anormal vai nesta grande confusão.
Passo despercebido e vou levando a preservando a minha vida. 
Porque para mim o que é natural, para os restantes, é totalmente impossível. 
Mudar de cor. 
Reajustar-me.
Por vezes multicolor e, de forma, a embelezar esta selva, que está a ficar sem cor alguma.
É triste, mas é um facto.

Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Castelos na areia.

Sabem quando construímos um belo castelo na areia, com todos os pormenores, lhe dedicamos horas, para que os seus contornos e detalhes sejam invejáveis?
É lindo, mesmo lindo...
Até que vem uma criança malformada e lhe dá um pontapé.
A vontade é mesmo de lhe dar, o que lhe faz falta.
Mas ignoramos, sorrimos e acenamos.
Coitadinho é criança e não tem culpa da má formação que lhe foi dada pelos pais.
Tudo seria bem diferente se fosse um adulto.
Aí sim. Coisa séria.
Como se diz, boca para barulho, ou neste caso atitude para porrada.
Não vamos acreditar que alguém com maturidade faça tal coisa.
Qua adulto em plena consciência dos seus atos seria capaz de tal malvadez?
Desenganem-se, infelizmente há muito quem o faça.
Não sei se por inveja, ou mesmo por maldade pura.
Só se esquecem é que estão a destruir algo, que alguém foi capaz de construir, e se tiver que o voltar a fazer tem essa capacidade, podendo ainda contruir um outro castelo, quem sabe maior e mais belo.
Aquela capacidade, de com simples areia contruir algo, deslumbrante, que a quem passa e é menos birrento, tem a capacidade de apreciar, quem sabe até de elogiar.
Um simples castelo de areia.
Já agora, quem és tu?
Fazes castelos na areia?
Drummer

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
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Dia do beijo.

Aquele ato em que duas pessoas fazem, onde se encontram os lábios. Para mim um ato mais sensual que qualquer outro. Entre uma carícia ...